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Links com UTM: saiba qual publicação traz visitas

Esta semana você colocou o mesmo link em três lugares: embaixo de um vídeo do YouTube, na sua bio do Instagram e no fim da sua newsletter.
As pessoas clicaram.
Suas estatísticas conseguem dizer de onde algumas delas vieram.
O resto fica num monte chamado “direto”, um jeito educado de dizer que ninguém sabe.

Por , fundador do Tublish

Por que tanta visita aparece como “direto”

Quando você toca num link, o navegador costuma dizer ao site seguinte de que página você veio.
Essa informação se chama origem (em inglês, referrer), e é quase tudo o que uma ferramenta de estatísticas tem para trabalhar.
Muitos lugares nunca mandam essa informação:

  • Um link tocado dentro de um app de mensagens, como o WhatsApp.
  • A maioria dos apps de e-mail, e por isso a sua própria newsletter parece não ter trazido ninguém.
  • Um QR code, um PDF, ou um link que alguém copiou e colou numa mensagem.
  • Alguns apps de celular que abrem os links no próprio navegador interno.

Com um público que vive no celular, esse monte pode ser quase tudo o que você recebe.

O que um parâmetro muda

Um parâmetro UTM escreve a resposta no próprio link.
A página para onde ele leva lê o parâmetro na chegada, então não importa mais se o app passou alguma coisa adiante ou não.
O Google Analytics lê os parâmetros sem nenhuma configuração.

Nosso gerador de links com UTM grátis explica os três parâmetros e mantém os seus nomes organizados.
Este artigo fala da parte seguinte: onde colocar UTM, e como ler os resultados.

Um lançamento, com UTM

Digamos que você vai lançar um e-book de receitas na segunda-feira.
A página do livro é a mesma em todo lugar, e só o parâmetro no fim muda:

  • Embaixo do vídeo: ?utm_source=youtube&utm_medium=description&utm_campaign=ebook
  • No comentário fixado: ?utm_source=youtube&utm_medium=pinned-comment&utm_campaign=ebook
  • Na sua bio do Instagram: ?utm_source=instagram&utm_medium=bio&utm_campaign=ebook
  • Na newsletter de quinta: ?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=ebook

O mesmo livro, quatro portas.
Uma semana depois, um único relatório mostra o lançamento inteiro lado a lado, e você finalmente pode dizer “o comentário fixado trouxe mais gente do que a descrição” sabendo que é verdade.

Onde ver os resultados

No Google Analytics, abra “Reports” (Relatórios) e encontre Traffic acquisition (Aquisição de tráfego) em “Acquisition” (Aquisição).
A tabela começa agrupada por canal, o que é genérico demais para isso.
Troque a primeira coluna por “Session source / medium” (Origem/mídia da sessão) para ver cada lugar, ou por “Session campaign” (Campanha da sessão) para ver um lançamento de cada vez.
Se o seu Analytics estiver em outro idioma, os nomes aparecem traduzidos e os lugares são os mesmos.

Três jeitos de os números enganarem você

Alguém copia o link da sua newsletter e publica num grupo do Facebook.
Toda visita vinda desse grupo agora aparece como newsletter.
Não dá para impedir: quando uma origem dispara sem motivo, quase sempre é isso.

Bloqueadores de anúncios e algumas configurações de privacidade impedem a contagem por completo, com ou sem parâmetro.
Leia os números como uma comparação entre os seus próprios links, não como uma contagem de pessoas.

E um parâmetro só ajuda numa página cujas estatísticas você consegue ver.
Quem lê os parâmetros é o site para onde o link aponta, então colocar UTM num link para a loja de outra pessoa só deixa o relatório dela mais arrumado.

Em quantos lugares colocar UTM

Não em todos.
Coloque UTM nos três ou quatro lugares onde você publica toda semana, use um nome de campanha por lançamento, e pare por aí.
Uma planilha com sessenta links com UTM é um segundo emprego, e ninguém paga você por isso.

Seu próprio site, em um minuto

O Tublish dá ao seu canal uma casa de verdade, no seu próprio endereço: seus vídeos, seus links, o que você escreve e uma lista de e-mails que é sua.

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